Kambo – A Medicina do Sapo

Nessa palestra Mapu Huni Kuin responde a uma pergunta sobre o Kambo – a Medicina do Sapo

Palestra organizada pelo Instituto GAIA – Foz do Iguaçu e apoio do Laboratório de Neurofarmacologia Clínica – UNILA e do site http://sagradamedicina.com/ sobre Ayahuasca e Seu Uso Tradicional Pelo Povo Huni Kuin, realizada na UNILA.

 

A Vacina do Sapo é o nome popular para a aplicação das secreções produzidas pela “perereca” Kambô (Phyllomedusa bicolor) em pequenos ferimentos produzidos artificialmente nos braços ou nas pernas de uma pessoa, para que as substâncias presentes na pele do animal penetrem na circulação sanguínea.

O procedimento é realizado por xamãs indígenas ou curandeiros, designados por alguns como “sapeiros” no norte do Brasil, e integra o conjunto de práticas da medicina indígena praticada na Amazônia. Segundo Lima e Labate tradicionalmente usado como revigorante e estimulante para caça por grupos indígenas do sudoeste amazônico e mais recentemente nos centros urbanos, considerado como um “remédio da ciência” – por suas propriedades bioquímicas – e como um “remédio da alma” – por sua “origem indígena”. [1]

Observe-se que o tratamento com venenos ou substâncias relativamente tóxicas, encontradas em animais, não é nenhuma novidade na história da medicina e nem nos sistemas etnomédicos, com base nestas práticas, houve adaptações para a medicina moderna. Substâncias extraídas das abelhas (Apis melífera) há muito são utilizadas em preparados da homeopatia e a “ferroada” da própria abelha, viva, é usada na – Apiterapia.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vacina_do_sapo

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